DUAS METADES
Uma parte de mim é tão coerente.
A outra irreverente.
Uma parte de mim é poeira.
A outra é tronco de aroeira.
Uma parte é luz.
A outra escuridão.
Se dou a mão...
Se abro o sorriso, se falo...
Noutro instante me calo.
Metade de mim é pergunta.
Metade é resposta.
Metade de mim é uma gôndola em Veneza a deslizar.
A outra o fogo da lareira quer alimentar.
Quando as duas metades se juntam me ponho a poetar.
sonia delsin

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