A ampulheta diante de uns olhos nus.
A ampulheta lembrando que o tempo estava passando.
Era o tempo do nada.
Ela estava tão machucada que achava a vida uma coisa enjoada.
Deitava o olhar na calçada.
Sapos coaxavam.
Mas eram os sapos da lagoa do passado.
Seu príncipe transformado.
Era o tempo do nada.
Princesa desmoronada.
A coroa caía da cabeça tombada.
Ela ficava encurvada.
Até que um assovio a despertou.
Um longo assovio.
Ela olhou.
Vinha surgindo lá linha do horizonte algo novo.
Brilhante.
Um ser iluminado.
Chegava para iluminar todo seu mundo apagado.
Era o tempo do tudo.
O tempo da renovação.
Podia de novo sentir bater o coração.
sonia delsin

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