Tédio.
Ela na janela do prédio.
A olhar.
Não para admirar.
A paisagem ela ignora.
O olhar vai embora.
Além do que a vista alcança.
Ela agora é criança.
E brinca feliz.
Rodopia.
Pega um giz.
Escreve.
Quero na vida ser mais que aprendiz.
Tediosa tarde.
Ela não faz alarde.
Simplesmente joga seu olhar lá dentro para ignorar o tédio.
Para se transportar do prédio.
sonia delsin

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