segunda-feira, 4 de março de 2013

MORRO






Morro quando deito nesta rede.
Quando fico olhando a parede.
Atravesso-a com o olhar.
Busco um tempo morto.
Um tempo que não se pode enterrar.
Morro sim.
Eu morro.
E de novo ressuscito.
Insisto.
Acho o mundo bonito.
Morro e volto a viver.
Nunca consegui esquecer.
Mas descobri que isto não me faz sofrer.
É parte do que nesta vida vim aprender.

sonia delsin 

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